Minas Gerais teve 82.138 hectares de áreas queimadas entre janeiro e 30 de agosto deste ano, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente.
Entre 2021 e julho deste ano, mais de 5 mil inquéritos foram abertos no estado para investigar incêndios que colocaram em risco o patrimônio ou a vida de pessoas. Desse total, 4.385 foram concluídos e 394 pessoas foram indiciadas.
Segundo a tenente Ana Carolina Coelho, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a ação humana está por trás da quase totalidade dos incêndios em vegetação. O período de estiagem, com tempo seco e baixa umidade, favorece a rápida propagação das chamas.
Em áreas urbanas, o fogo pode atingir imóveis e rodovias, enquanto a fumaça representa riscos à saúde e ao meio ambiente. Provocar incêndio colocando em risco o patrimônio ou a vida de outras pessoas é crime.
Queimadas ameaçam nascentes
Os incêndios também atingem áreas importantes para o abastecimento de água da Grande BH. Estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontou que o fogo recorrente acelera a perda de florestas de galeria, que protegem nascentes responsáveis pelo abastecimento de mais de 5 milhões de pessoas.
Segundo a pesquisa, o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça perdeu 40% da cobertura florestal devido ao fogo nos últimos 50 anos, enquanto o volume de água infiltrado no solo caiu 18%.
Dados do MapBiomas mostram ainda que as queimadas se intensificaram em Minas desde 2014. Em 2024, mais de 470 mil hectares foram atingidos pelo fogo no estado.


